quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Com redução do FED e SELIC agora em 5,50% (menor patamar da história), Como escolher os investimentos para sua carteira?




O Federal Reserve reduziu as taxas de juros dos Estados Unidos em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira (18). Com isso, a nova meta de juros no país está entre 1,75% e 2%.

Já aqui no Brasil o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu fazer o segundo corte seguido de 0,50 ponto percentual na Selic, que chega a 5,50%, a menor taxa básica de juros da história.

Ambas estão em linha com o consenso das expectativas de economistas e investidores.

Um pouco da história, tivemos uma redução em taxa de juros drásticas mas com contextos discutíveis durante o governo Dilma que na reunião de 10/10/2012 a 170º da história chegamos no menor patamar da SELIC até aquele momento de 7,25%, o mundo estava recuperando-se ainda de recessão com muita desconfiança, bolsa rodando pouco mais que poupança, enfim na busca de estimular a economia com crédito e consumo a taxa de juros na reunião 161º do COPOM em 31/08/2011 então presidida por Alexandre Tombini, resolveu cortar a taxa em 0,50%, taxa que vinha em crescimento por doses de 0,25% desde 28/04/2010.

Neste período em que houve o primeiro corte até chegarmos a mínima histórica até 2012, o nosso ministro da fazenda Guido Mantega alimentava uma política forte em crédito, consumo e mesmo com o mundo ainda muito machucado pela crise de 2008, acelerou sua política acreditando que o Brasil provavelmente não teria, ou muito pouco, impacto da crise. Ficou-se comprovado o erro na estratégia pois esta mínima histórica durou pouco tempo pois logo na 170º reunião o COPOM começou a aumentar a taxa até o patamar de 14,25% na reunião de 29/07/2015, momento em que o Brasil estava consolidado na recessão e sem perspectivas de crescimento, com o impeachement recém ocorrido com Dilma e com pagamento de juros sendo o mais caro do mundo na época.

Em agosto de 2016 da-se o início do mandato de Michel Temer com suas primeiras medidas e devido a credibilidade do então ministro da fazenda Henrique Meirelles acalmou o mercado e estancou-se a necessidade de aumento de juros para captação de recursos pelo Tesouro.

Tivemos ainda a entrada em 2016 do novo presidente do BC o economista Ilan Goldfajn, à convite de Henrique Meirelles, que com grande maestria conduziu muito bem a instituição e com condições de mercado e estratégia definida e calculado nos conduziu para o patamar de hoje em linhas gerais.

Contei um pouco da história para apresentar minha visão de que agora a queda de juros está sustentada e não teremos, em condições normais, nenhum revés com uma retomada de alta tão drástica como o desastre de 2012 e com um cenário mais previsível temos como trabalhar com uma visão de um prazo maior.

Para o dia de hoje com este cenário desafiador de juro Brasileiro nominal e real no menor patamar, como fazer para obter rendimentos maiores com menor risco possível? Esta é a pergunta que esta vindo cada vez mais forte na cabeça dos investidores e que deve-se, em minha opinião, ter uma atenção cada vez maior para aqueles que pretendem ter consistência com segurança no principal investido e nos retornos, não caindo em ciladas ou compra de produtos em bancos, corretoras e outros que estejam fora de sua tolerância de risco assumida.

Neste momento aparecem os "milagreiros" de plantão oferecendo investimentos e retornos diferenciados e como sempre com baixo risco, brilhando literalmente os olhos, e neste momento o mais importante é definir uma estratégia solida ancorada por princípios e direcionamentos previamente mensurados e com uma dose de hedge conforme o apetite por volatilidades.

Existem no mercado excelentes oportunidades de ganhos, mas para participar delas o investidor deverá estar ciente e apto a correr alguns riscos. Minha essência e princípios para escolhas e decisões de gestão é a diversificação, alocar em vários ativos, gestores e estratégias sempre com um hedge consistente para evitar surpresas e minimizar as volatilidades.

Lembrem-se no mercado financeiro não existe mágica e nem fórmula pronta de ganhar rentabilidade, se fosse fácil assim todos ganhariam e ninguém perderia, não havendo necessidade de especialistas dedicados. Por isso mais do que nunca é importante ter o aconselhamento de uma casa especializada em Gestão Patrimonial ou Consultor que tenha um amplo background de mercado e possa assessorar na tomada de decisões e que seja imparcial não defendendo uma bandeira de banco ou corretora específica.



Bons Investimentos e contem conosco para gerir seus investimentos com estratégias seguras e consistentes.

Escrito por Rafael Caruso, Diretor Executivo e Estratégia de Investimentos da Artesanos Partners.

link abaixo referente ao artigo.

https://www.linkedin.com/pulse/com-redu%25C3%25A7%25C3%25A3o-do-fed-e-selic-agora-em-550-menor-patamar-rafael-caruso

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

A Importância de ter uma empresa confiável assessorando a tomada de decisões em investimentos.




  
  

Atualmente com as taxas de juros SELIC em 6,00%a.a., menor patamar desde o início de sua medição em 1.986, e com a inflação em patamares baixos no qual resulta em um juro real baixo estão aparecendo no mercado vários "Investimentos"que promovem ganhos distorcidos inclusive da bolsa (ativos mais voláteis) com risco próximo a renda fixa, ou seja, mágicos ou milagrosos.

   Alguns meses atrás era normal o cliente ter com uma renda fixa retornos próximos a 1%a.m. sem tomadas de riscos elevados e com segurança em relação aos emissores dos ativos, mas no cenário atual e perspectiva para este resto de ano e 2.020, falamos em uma SELIC no intervalo entre 5,00%.a.a. e 5,50%a.a. trazendo para patamares menores ainda o juros nominal e real.

   Voltando aos "Investimentos mágicos" fico preocupado como estão sendo oferecidos e comercializados sem nenhuma fiscalização. Um exemplo recente que recebi de um cliente foi a seguinte consulta:

" Um amigo esta com uma oportunidade de investir um valor relativamente baixo com um retorno muito bom e baixo risco, mas precisa que ele indique alguns amigos para entrar junto, qual a opinião da Artesanos neste caso?"

   Indagando sobre a oferta, recebi o retorno de que se tratava de um "assessor" financeiro que trabalhava com criptomoedas e garantiam um retorno por contrato de 3,00% a.m. e o recurso preso por um bom período e a entrada neste retorno milagroso, poderiam ocorrer apenas se ele indicasse amigos com aportes idênticos.

   Essas pessoas que vendem-se como "assessores" financeiros comercializam para qualquer pessoa sem avaliar o perfíl de risco e conhecimento do cliente e prometem algo que esta fora da certeza do acontecimento, ou seja, o mercado futuro. Como dito em um dos princípios da Anbima, devemos sempre mencionar aos nossos clientes "A rentabilidade obtida no passado não representa garantia de rentabilidade futura", principalmente por serem ativos de elevado risco, mercado pequeno e com uma correlação muito forte no seu valor de mercado baseado na curva de Oferta vs Demanda.

  Outro ponto é a questão de regulamentação que as criptmoedas não possuem ainda e torna mais arriscado ainda uma vez que as casas que comercializam este tipo de ativo não possuem um fiscalizador como bancos e corretoras de valores, BACEN e CVM. 

  Como visto neste tipo de ativo já foram identificadas várias situações de pirâmides financeiras e investidores que ficaram sem seu capital por conta da falta de transparência do mercado ao qual não tinha liquidez as "casas"que comercializavam as criptmoedas.

  Usamos sempre em nossas recomendações princípios como segurança, liquidez e transparência de mercado para alocação e diante de situação divergente disto, não colocamos  nosso aval para tal "investimento".

  Acreditamos que as criptmoedas serão excelentes opções para investimentos, mas para serem recomendadas pela Artesanos como parte de um portfólio aguardaremos para quando houver uma regulamentação oficial e fiscalização pelos órgãos financeiros oficiais. Aos que desejam operar com estes ativos atualmente, recomendamos atentar-se para o seu nível de tolerância ao Risco, que neste caso deve ser de alta tolerância, sabendo que o recurso alocado pode ser perdido.

Escrito por Rafael Caruso, Diretor Executivo e Estratégia de Investimentos da Artesanos Partners.